Para a violinista Danielle Colares, a música é uma ferramenta de transformação social. Professora de violino no Polo Santa Etelvina da Escola de Música e Cidadania (EMC), em Manaus, ela encontrou na Agência do Bem um espaço para unir sua trajetória na música ao trabalho com crianças e adolescentes da comunidade.
A relação com a instituição começou há um ano, após uma indicação de uma amiga. Mestre em atuação com comunidades, Danielle se identificou com a proposta da EMC e passou a desenvolver aulas que vão além da técnica musical, incentivando disciplina, concentração, convivência e autoestima.
“A identificação aconteceu também pela minha própria formação profissional, onde atuei com comunidades. O pensamento de que é possível fazer a diferença, através do conhecimento, na vida de pessoas Pessoas que, muitas das vezes, ainda não têm muitas oportunidades, ou que estão em situação de vulnerabilidade social e enxergam na música uma forma de adquirir mais conhecimento para assim, mudar um pouco suas realidades”, afirma a professora.

Entre as experiências que mais marcaram sua trajetória está a lembrança de uma aluna que contou, com orgulho, que o pai havia feito o forro da sala onde hoje ela aprende violino. Para Danielle, o episódio demonstra o envolvimento das famílias e o espírito de colaboração presentes na comunidade, fatores essenciais para o desenvolvimento dos alunos.
“Todos ajudam com o que sabem fazer, e é sempre alguém da comunidade que fornece bons serviços; assim, todos se ajudam em um propósito”, comenta a violinista.
Para a professora, ensinar música também significa criar oportunidades e ampliar perspectivas para crianças e adolescentes. “O objetivo nem sempre é fazer grandes artistas. Se acontecer, tudo bem. Mas, se não, as crianças e os jovens terão ganhos cognitivos e sociais que vão prepará-los para a vida”, argumenta.

Ao estimular o aprendizado, a criatividade e a convivência, a Escola de Música e Cidadania contribui para a formação de jovens mais confiantes, preparados para novos desafios e conscientes do papel que podem desempenhar em suas comunidades. Em cada aula, Danielle inspira novos caminhos e novas histórias.
“Eu me sinto realizada. Feliz e grata por acompanhar, a cada semestre, o desenvolvimento dos alunos. Eu me sinto completa. Há esperança”, finaliza.